Calçadão do centro: mais segurança aos pedestres

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Quem nunca tropeçou no calçadão de pedras portuguesas do centro de São Paulo?

O prefeito João Dória anunciou que fará a troca das pedras portuguesas por concreto. Muito mais seguro e acessível ao pedestre.

Os calçadões do centro velho e centro novo com piso português e seu desenho têm pouco mais de 30 anos, foi instalado pelo prefeito Olavo Setúbal no final dos anos 70. Não chega a ter um valor histórico tão relevante, mesmo assim, qualquer proposta de mudança deverá preservar o piso no entorno de prédios tombados, como forma de preservar a memória.

Essa importante reforma leva em consideração a demanda de quem trabalha e caminha pelo centro com mais frequência. É importante destacar que essa região possui grande fluxo de pessoas e o piso de pedrinhas representa perigo para os cadeirantes, em especial, e os que têm dificuldades para andar, em geral. O número de acidentes é elevado, a SPUrbanismo estimou que são gastos mais de 30 milhões de reais por ano com gastos derivados de acidentes com pedestres na região central.

Os inconvenientes desse tipo de piso são vários. Frágil, formado por pedras de tamanhos diferentes, ele logo fica esburacado e com desníveis. Para os idosos, deficientes, crianças e mulheres com salto alto – que constituem boa parte dos cerca de 2 milhões de pessoas que passam diariamente pelos calçadões – são grandes os riscos de tropeçar e cair. O peso dos veículos autorizados a circular pelos calçadões, como viaturas, carros-forte, caminhões de coleta de lixo causam danos graves e freqüentes ao piso. Além disso, os serviços executados diariamente pelas concessionárias dificultam ainda mais a manutenção. Embora essas empresas sejam obrigadas a refazer perfeitamente o serviço, sob pena de pesadas multas, o resultado é sempre ruim e quem sai prejudicado é o pedestre.

Agora, os tropeços no calçadão estão com os dias contados! A proposta de substituição do piso de pedras por concreto promete melhores condições de segurança aos pedestres, além de representar maior economia aos cofres públicos, pois a manutenção do mosaico custa 6 vezes mais que a do concreto.

Sem duvida um convite para caminhar pelo centro, bóra?